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O Observatório da Imprensa discute a publicação de acusações quando só um lado dos fatos é conhecido

Publicado em 02 de março de 2009

O tema abordado pelo Observatório da Imprensa desta terça, 3, que entra no ar ao vivo, às 22h40, tem em vista o caso da advogada brasileira Paula Oliveira, que teria sido agredida por neonazistas na saída de uma estação de trem na Suíça e, em consequência, perdido os filhos gêmeos que esperava. Para falar sobre o assunto, o programa conta com a participação dos jornalistas Guilherme Fiuza, do Rio de Janeiro; e Ricardo Noblat, de São Paulo.

 
O Observatório da Imprensa analisa se é válido publicar acusações tendo apenas um lado da questão, mesmo quando tudo leva a crer que o caso seja verdadeiro.

 
O caso de Paula Oliveira colocou a imprensa brasileira em foco. O blog do jornalista Ricardo Noblat publicou as primeiras informações sobre a história depois de ouvir as acusações feitas pelo pai da advogada.

 
A notícia teve repercussão imediata em toda a mídia nacional. Imediatamente, o governo brasileiro cobrou uma posição da polícia suíça e ameaçou levar o caso para o Alto Comissariado da ONU, já que estava convencido de que havia sinais de xenofobia. Logo depois, aconteceu uma reviravolta. Os resultados dos exames realizados pela polícia suíça não só comprovaram que a advogada não estava grávida durante a agressão, como ela poderia ter se mutilado.

 
Só a partir daí, a imprensa brasileira passou a divulgar os dois lados da questão. A mídia suíça, porém, não perdeu tempo e publicou fortes críticas à imprensa e ao governo do Brasil.

 

 

 

 


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