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Craque do samba é nova apresentadora da TV Brasil

Nilze Carvalho, vocalista do grupo carioca Sururu na Roda, comanda a série de 20 programas do Projeto Pixinguinha

Desde o dia 1º de setembro, a vocalista do grupo carioca Sururu na Roda, Nilze Carvalho, apresenta a série Projeto Pixinguinha, na TV Brasil. O programa, que vai ao ar de segunda a sexta, às 20 horas, mostra os melhores momentos das apresentações de grandes artistas e novos nomes da música popular brasileira que participaram do projeto realizado pela Funarte.

Apesar de ser novata na televisão, Nilze leva para a frente das câmeras a desenvoltura que conquistou nos palcos durante os 28 anos de profissão. Considerada virtuose do cavaquinho – começou a tocar o instrumento aos 5 anos de idade e aos 9 já havia lançado seu primeiro disco –, a sambista tem uma ligação pessoal com o Projeto Pixinguinha, do qual já participou há dois anos.

Segundo ela, o projeto é importante pois dá oportunidade para que novos artistas possam expor seus trabalhos a públicos diferentes, ao lado de veteranos da MPB, em caravanas de shows por todo o País.

Na série de 20 programas exibida pela TV Brasil, Nilze apresenta novos grupos como Sons do Cerrado, Conversa Ribeira e PianOrquestra. Eles aparecem ao lado de músicos como João Bosco, Yamandú Costa e Guinga durante os shows realizados pelo projeto que leva o nome de Pixinguinha – de quem a sambista é admiradora declarada. “Pixinguinha é referência porque é um dos maiores mestres que a gente tem na música brasileira. Se houvesse aula de música nas escolas públicas do Brasil, Pixinguinha seria matéria obrigatória”, afirma.

Nos palcos, a vida de Nilze continua agitada. Além de fazer shows todas as segundas-feiras com o Sururu na Roda, no Centro Cultural Carioca, ela se prepara para lançar Que Samba Bom, terceiro disco do grupo. Segundo ela, o novo trabalho é mais autoral e conta com a participação do cantor e compositor Zeca Pagodinho.

 

Saiba mais sobre a carreira artística de Nilze Carvalho

O pai de Nilze Carvalho é músico, tocava trompete e, segundo ela, tinha vontade de aprender cavaquinho. “Ele ganhou o cavaquinho de presente; eu comecei a brincar e acabei desenvolvendo um carinho pelo instrumento”, relembra. Nilze apresentou-se em programas infantis nas tardes de domingo e, aos seis anos, ganhou seu primeiro cachê. “Eu tocava em todos os lugares que podia, onde crianças podiam entrar”. Com nove anos, lançou seu primeiro disco, Choro de menina. Nessa época, começou a tocar, também, bandolim para fazer o repertório que queria porque, se usasse o cavaquinho, faltaria corda”, brinca.

Aos 15 anos, começou carreira internacional. Esteve na Itália — onde visitou cerca de 50 cidades —, na França e na Espanha, apresentando músicas de bossa nova, choro e samba. Quando terminou o 2º Grau, foi para o Japão onde se apresentou em casas de shows semelhantes às churrascarias brasileiras. “Não aprendi a falar japonês, mas canto muito bem nessa língua. A pronúncia do japonês é muito fácil, ao contrário da gramática”, diz. Voltou para o Brasil e, em 2005, foi indicada para o Prêmio TIM, na categoria “Melhor Cantora de Samba”.

Site: http://www.tvbrasil.org.br/projetopixinguinha

 

 
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