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1968, poluição e o valor do corpo na sociedade atual
O Revista Brasil deste domingo (17/8) debate 1968 e seus impactos sobre os tempos atuais. E mais: poluição e o culto ao corpo
O ano de 1968 trouxe uma série de transformações políticas, éticas, sexuais e comportamentais que marcaram a sociedade no Brasil e no mundo. O músico Pedro Luís e o escritor e artista plástico Ernesto Neto falam sobre os artistas que foram influenciados pela da década de 1960, sobre a infância e sobre a dificuldade de se expressar naqueles anos. O estilista Fred D’Orey conta porque a sua nova coleção foi inspirada naquele ano. Filhos de pessoas famosas que viveram o auge da época, como o jornalista Mauro Ventura e a cineasta Isabel Diegues, analisam o regime militar. O programa também conta com a participação do diretor e criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
Outro tema explorado pelo programa é a poluição e suas conseqüência sobre a saúde do ser humano e sobre a vida no planeta. Há quem diga que a poluição começou com a descoberta do fogo, já que pulmões lesionados e escurecidos foram encontrados em pré-históricos antepassados. Mas foi com a Revolução Industrial e as máquinas a vapor que produção e comércio passam a ser as palavras de ordem. Para falar sobre esses problemas, o programa ouviu o coordenador Felipe Brasil e o professor Márcio Costa, do curso de gestão ambiental da Universidade Estácio de Sá. E, também, o fotógrafo Domingos Peixoto, autor da foto Agonia da Natureza, que mostra um biguá completamente sujo de óleo agonizando às margens da Praia de Mauá, fala das suas impressões a respeito da natureza e poluição, tema recorrente em seus trabalhos.
O valor do corpo no mundo moderno também é tema do programa desta semana. O antropólogo Marcelo Ramos fala sobre o conceito e o simbolismo do corpo e sua relação com a identidade e o professor de educação física Vinicius Coelho explica o que os alunos procuram quando vão às academias de ginástica. Com o cirurgião plástico Wolney Pitombo, o Revista Brasil também discute a relação do brasileiro com o corpo e a obsessão na busca pelo físico perfeito. O psicanalista Sérgio Zaidhaft fala sobre os motivos que levam alguém a mudar de sexo e, ainda, a artista plástica Bia Medeiros, coordenadora do Grupo Corpos Performáticos aborda o conceito contemporâneo de corpo confrontado com as novas tecnologias e conta sobre a exposição Trajetórias do Corpo.
Ficha técnica
Apresentação Luiza Sarmento.
Reportagem Mariana Monteiro e Chris Araripe.
Produção executiva Fabiana Amorim.
Direção executiva Sonia Nunes.
Supervisão geral e roteiro Ricardo Soares.
Direção geral Geraldo Iglesias.