Opera - O Barbeiro de Sevilha

Publicado em 30 de dezembro de 2009

A TV Brasil apresenta no domingo, dia 3 de janeiro, às 22h45, a ópera cômica O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini. A versão gravada em 1992, na Holanda, com o Coro e Orquestra da Ópera da Holanda, tem a direção do italiano Dario Fo. A regência é do maestro Alberto Zedda. No elenco, Richard Croft (Almaviva), Renato Capecchi (Bartolo), Jennifer Larmore (Rosina), David Malis (Figaro), Simone Alaimo (Basilio), Leonie Schoon (Berta) e Roger Smeets (Fiorello/Officer).

Escritor, dramaturgo, ator, o diretor Dario Fo é Prêmio Nobel de Literatura de 1997. Fo prima pela irreverência em seus textos. No teatro, utiliza recursos de domínio corporal e de recursos de voz que o tornaram um diretor respeitado e bastante elogiado pela crítica especializada. Tais características, o italiano imprimiu na direção dessa obra de Rossini que é uma das mais conhecidas e apreciadas pelo público. Autor de sucessos – Morte Acidental de um Anarquista, Um Orgasmo Adulto Escapa do Zoológico e Brincando em Cima Daquilo –, Dario Fo é considerado, em seu país natal, um dos renovadores do teatro italiano.

O Barbeiro de Sevilha é uma das mais conhecidas e mais executadas de todos os tempos. No entanto, a ópera-bufa é apenas uma das mais de trinta óperas compostas por Rossini ao longo de sua vida. O libreto de Cesare Sterbini é baseado na comédia Le Barbier de Séville, do dramaturgo francês Pierre Beaumarchais. A ópera de Rossini segue a primeira das peças da "trilogia de Figaro" de Pierre Augustin Caron de Beaumarchais, enquanto Mozart, em sua ópera Le nozze di Figaro (As bodas de Fígaro), composta 30 anos mais tarde, em 1786, baseou-se na segunda parte da trilogia. A versão original de Beaumarchais foi encenada pela primeira vez em Paris no ano de 1775, na Comédie Française, no Palácio das Tulherias.

Rossini era célebre por seu ritmo rápido de composição, e toda a música do Barbiere di Siviglia foi completada em menos de três semanas. A estreia em 20 de fevereiro de 1816 foi um fracasso retumbante: a plateia vaiou e gracejou durante todo o espetáculo, além dos acidentes no palco. A segunda performance teve um destino muito diferente, e fez com que a obra se tornasse um grande sucesso. A peça original teve um destino semelhante; odiada a princípio, tornou-se um sucesso depois de uma semana em cartaz.

Horário: Domingo, às 22h45.



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