Programa de Cinema Francês
Filmes franceses na TV Brasil homenageiam o ano do Brasil na França
O Programa de Cinema desta semana abre sua tela para Edmond Rostand, Marcel Camus e Jacques Tati, numa homenagem ao Ano da França no Brasil. Nesse Programa de Cinema Francês, a TV Brasil selecionou e exibe três filmes que falam um pouco da cinematografia francesa do século XX.
O primeiro deles é Orfeu Negro, de Marcel Camus, que este ano completa 50 anos de seu lançamento. Baseado na obra Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, será exibido na sexta, 13 de novembro, às 22h30.
O segundo é Cyrano de Bergerac, que vai ao ar no sábado, 14, às 22h. Baseado no clássico de Edmond Rostand, traz o ator francês Gérard Depardieu no papel título, numa atuação que arrebatou, inclusive, o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes.
E fechando o Programa de Cinema Francês, no outro domingo, 15, à 0h15, Carrossel da Esperança, de Jacques Tati. O diretor e roteirista, que é considerado um dos maiores cineastas cômicos de seu país, imprimia em suas obras um olhar ao mesmo tempo infantil e irônico para falar do mundo à sua volta. No Brasil, Jacques Tati ficou conhecido por seus filmes As Férias do Sr. Hulot e Meu Tio, ambos lançados na década de 1950. O diretor, que também era ator, completaria 102 anos em 2009.
Abaixo, os destaques do Programa de Cinema Francês:
Orfeu Negro

Orfeu Negro é a primeira versão cinematográfica da peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes, em que o mito grego de Orfeu e Eurídice, uma trágica e bela história de amor, é transportado para os morros do Rio de Janeiro, durante o Carnaval.
Consagrado no mundo inteiro, tendo recebido muitos prêmios, incluindo a Palma de Ouro no Festival de Cannes, o filme é também considerado um dos marcos fundadores da bossa nova. A trilha sonora, assinada por Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Luiz Bonfá e Antonio Maria, traz clássicos do gênero como A Felicidade, Manhã de Carnaval e O Nosso Amor.
Orfeu é motorista e músico no Rio de Janeiro, noivo de Mira. Durante o Carnaval, ele conhece Eurydice, que deixou seu vilarejo para fugir de um bandido. É amor à primeira vista. O mito dá conta do amor do casal acompanhado de perto pela morte. Quando Eurídice é vitimada, Orfeu desce aos infernos para buscá-la e o destino de ambos depende de nunca mais se olharem. Uma das cenas mais emblemáticas do filme de Camus, é quando o protagonista vai a um terreiro de candomblé e ouve sua amada no corpo de uma velha. Apesar de uma imagem clichê (Camus lançou mão de outras durante a produção), a cena não chega a comprometer a adaptação da obra de Vinicius de Moraes para a telona.
Orfeu Negro foi lançado na França em 12 de junho de 1959, sendo sucesso de público e de crítica, embora tenha sido alvo de críticas negativas como a do cineasta francês Jean-Luc Godard, que no Cahiers du Cinéma, detalhou os erros e os absurdos que encontrou no roteiro.
(Orphée noir) França, Italia e Brasil. De Marcel Camus. Drama. 1959. P&B, 100min. Com Breno Mello, Marpessa Dawn, Lourdes de Oliveira, Léa Garcia, Ademar da Silva, Alexandro Constantino, Waldemar de Souza, Jorge dos Santos, Aurino Cassiano, Marcel Camus.
Classificação Etária 12 anos
Cyrano de Bergerac

Rodado na Hungria e na França, o filme é uma adaptação da peça de teatro escrita por Edmond Rostand, e conta as aventuras do cavaleiro e poeta Cyrano de Bergerac, que se apaixona por sua prima Roxane. Cyrano mantém esse amor em segredo ao sentir-se desfavorecido devido à sua aparência física, já que possui um enorme nariz. Roxane se apaixona pelo estranho e novato recruta Christiano a serviço de Cyrano, e pede ao espadachim que o proteja. Cyrano acaba por emprestar a Christiano sua facilidade com as palavras em verso para que o mesmo possa seduzir a moça e casar-se com ela. Cyrano segue, então, desafiando seus inimigos com a lâmina de sua espada.
Cyrano de Bergerac teve várias versões para o cinema. O ator José Ferrer o interpretou duas vezes, sendo a primeira, em 1950, em preto e branco, rodada nos Estados Unidos, e que lhe valeu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Ator. A interpretação de Gérard Depardieu do herói de Edmond Rostand marcou a carreira do ator francês, que foi premiado como Melhor Ator no Festival de Cannes. O filme recebeu quatro indicações para o Oscar, inclusive de Melhor Filme Estrangeiro e Ator; ganhou 10 Cesar, inclusive Melhor Filme, Ator e Diretor; e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro.
França. De Jean-Paul Rappeneau. Comédia. 1990. Cor. 137min. Com Gérard Depardieu, Vincent Pérez, Anne Brochet, Jacques Weber.
Livre
Carrossel da Esperança

Uma vez por ano, uma feira traz atrações como um cinema ambulante para o pequeno vilarejo de Sainte-Sévère, no interior da França. Em uma das sessões, François, o carteiro do local, assiste à projeção de um documentário sobre o serviço postal norte-americano e decide colocar o método em prática para fazer o correio chegar mais rápido. Montado em sua bicicleta, se lança pelo campo com vigor. Passa carros, gira em torno de uma vaca, encontra uma cabra ignorante, uma abelha irritante e um incontável número de copos de vinho branco que se interpõem em seu caminho.
Tati pretendia que Carrossel da Esperança fosse a cores mas, por segurança, também o filmou em P&B, cópia que chegou aos cinemas. Em 1964, o diretor acrescentou novas sequências, da mesma forma que coloriu imagens à mão. O azul, branco e vermelho da França surgem quando as imagens que desenha no papel interagem com as que Tati projeta na tela. Carrossel da Esperança marca a comunhão entre diretor, público e personagens. O filme recebeu o prêmio de Melhor Cenário do Festival de Veneza, 1949 e Grande Prêmio do Cinema Francês, 1953.
(Jour de fête) França. De Jacques Tati. Comédia. 1964. Cor. 79min. Com Jacques Tati, Paul Frankeur, Guy Decomble, Santa Relli, Maine Vallée, Delcassan, Roger Rafal, Robert Balpo, Jacques Beauvais.
Livre
Observatório da Imprensa
Observatório da Imprensa discute a Venezuela, o controle governamental sobre a mídia e a “democracia participativa”

O programa Observatório da Imprensa dos dias 10 e 17 de novembro, terças-feiras, vai reservar seu espaço para a Venezuela, provocando um debate sobre os prós e os contras do “chavismo” e a censura sobre a mídia no continente. A equipe do programa viajou até Caracas, capital do país, e realizou onze entrevistas com diretores de jornais e emissoras de televisão, jornalistas, sociólogos, historiadores, comunicólogos, "scholars" e um alto funcionário do governo. Nomes como Alberto Ravell, Maryclen Steeling, André Cañizalles, Teodoro Petkoff, Ministra Blanca Eekhout, Aram Ahranian, Ewald Sharfenberg, Eleazar Díaz Rangel, Lilian Blasser, entre outros, deram seus depoimentos para os programas que serão apresentados ao vivo, às 23h, por Alberto Dines, com participação especial do jornalista Cláudio Bojunga.
Com a possibilidade de a Venezuela entrar no Mercosul – o projeto ainda precisa ser votado no plenário do Senado e já foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores - discute-se muito a situação do país e do governo do presidente Hugo Chávez. E aproveitando o cenário atual, o Observatório da Imprensa vai abordar em seus dois programas especiais algumas aspectos desse debate. Entre as questões que estarão à mesa, estão o “chavismo”, as virtudes e riscos do bolivarianismo, o caráter inclusivo ou autoritário do regime, a intolerância do governo à crítica e a demonização da imprensa, as intimidações contra as emissoras de televisão e de rádio (como a não renovação das concessões e as multas desproporcionais) e dos jornais (obstáculos à importação de papel, multas, cancelamento de publicidade oficial, recusa de receber a oposição).
A democracia política - com pluralidade de partidos, alternância de poder, tribunais independentes e liberdade de imprensa garantida na Constituição – tem sido ponto de honra e um compromisso contratual para os países-membros do Mercosul. O programa de Alberto Dines pretende levantar a polêmica e discutir se a Venezuela liderada por Hugo Chávez adota o modelo e atende a essas exigências . Vale lembrar que Brasil, Chile e Uruguai procuram conciliar o respeito à imprensa, como valor universal, com a ampliação da cidadania. Já o governo de Cristina Kirchner, por sua vez, tem adotado medidas para disciplinar os meios de comunicação na Argentina.
Editor-chefe e apresentador Alberto Dines.
Realização TV Brasil.
ABZ do Ziraldo – 12h

O ABZ do Ziraldo deste domingo recebe a cantora Bia Bedran, a contadora de histórias Daniela Fossaluza, o violinista Felipe Martins e o mágico Gabriel Louchard. Ziraldo conversa com Daniela e Felipe Martins sobre o trabalho que eles desenvolvem com crianças. Em seguida, ela conta a história De uma delícia.
Na entrevista ao apresentador, Bia Bedran fala sobre alguns livros que escreveu, como Cabeça de Vento. E para animar a criançada, Bedran toca violão e canta as músicas Ciranda do Anel e Cabeça de Vento.
Outra atração do programa é o mágico Gabriel. Ele pede a ajuda da plateia e do coral Maluquinho para executar suas mágicas. E encanta as crianças quando faz Ziraldo desaparecer do palco e reaparecer sentado no meio do público infantil.
Apresentação Ziraldo.
Direção Dermeval Netto.
Produção FBL Criação e Produção.
Tema Musical Zé Zuca.
Domingo, 12h; Sexta-feira, às 13h45.
Livre
O Stadium deste domingo acompanha a 10ª edição dos jogos indígenas, que acontecem em Paragominas, no Pará. São cerca de 1.300 índios de quase 30 etnias reunidos pelo esporte. Entre as provas mais disputadas estão o carregamento de toras e o arco e flecha.
O programa ainda destaca um esporte com pouca tradição no país: a esgrima. O Brasil está presente nas olimpíadas desde os jogos de 1936, que aconteceram em Berlim, na Alemanha. Mas nunca conseguiu uma medalha. As três modalidades olímpicas são: espada, florete e sabre. O melhor resultado brasileiro foi um décimo segundo lugar, nas olimpíadas de Londres, em 1948.
Para terminar, o Stadium exibe uma retrospectiva da temporada 2009 de fórmula 1.
Apresentação Rosana Mattos e Naná Nascimento.
Editor-chefe Arnaldo Mexas.
Apoio cultural Caixa Econômica Federal.
Comentário Geral – 19h30
Noite

O tema do Comentário Geral desta semana é Noite. Para discorrer sobre o assunto, o programa recebe o escritor João Ubaldo Ribeiro, autor do livro O Rei da Noite. O livro fala de amizade, angústia, cumplicidade e da boemia noturna em mesas de bar. Já o escritor Geraldinho Carneiro comenta a relação entre os poetas e a noite.
Para falar sobre música, o programa recebe a dupla Kleiton e Kleidir, autores de Canção da Meia-Noite; e a banda Anjos da Noite, que faz cover de diversos artistas.
Quem curte a noite, fique atento: o produtor cultural Leo Feijó dá dicas de noitadas em bares do Rio de Janeiro. Mas quem prefere o sossego pode optar pelo filme Fica comigo esta noite, de João Falcão, como explica o ator Rodrigo Penna.
Outro convidado é o ator Fábio Porchat, que fala sobre a peça da qual é autor e diretor, Palavras na Brisa Noturna, em cartaz no Rio de Janeiro e baseada no livro As boas mulheres da China, de Xinran Xue. Os atores Alex Gruli e Paula Cohen conversam sobre a peça A noite mais fria do ano, escrita e dirigida por Marcelo Rubens Paiva, com colaboração de Fernanda D’Umbra.
A neurologista Andréa Bacelar explica por que tanta gente troca o dia pela noite, e o biólogo da Fundação RioZoo, Pedro Paulo Farah, destaca os animais que têm hábitos noturnos.
Apresentação Fernanda Dedavid.
Direção Lilian Mary Vidal.
Domingos, às 19h30; quartas, às 20h.
Não recomendado para menores de 16.

Programa de Cinema – 01h15
Soninha Toda Pura
O filme Soninha Toda Pura é baseado na peça Do Sótão ao Rés-do-Chão, de Ilclemar Nunes. Produzido por Jarbas Barbosa, pode ser considerada uma obra muito à frente do seu tempo, discutindo lesbianismo, estupro e infidelidade com tomadas em close, mostrando as influências do cinema de outro diretor brasileiro, Walter Hugo Khouri.
Na trama, uma esposa infiel, Malena, viaja com o amante, Betinho, a filha Soninha e uma amiga, Nanan, para temporada em uma praia de Cabo Frio, na Região dos Lagos do estado do Rio. Na casa, cercados de areia e mar por todos os lados, fica claro que Nanan deseja ardentemente a amiga Soninha.
Drama. De Aurélio Teixeira. 1971. Cor. 90min. Com Adriana Prieto, Carlo Mossy, Elza de Castro, Aurélio Teixeira e Zélia Hoffman.
Não recomendado para menores de 16 anos
Rede Jovem Cidadania – 17h30
Rede Jovem Cidadania apresenta nesta segunda-feira, um programa sobre Mídias Alternativas
Uma reflexão sobre os diferentes tipos de comunicação e mídias. É disso que trata o vídeo sobre mídias alternativas que será apresentado no programa Rede Jovem Cidadania desta semana. Trata-se de uma abordagem com pessoas que trabalham formas alternativas de uso das mídias e que tipos de sensações causam no espectador.
O Rede Jovem de Cidadania é produzido por jovens de nove regiões de Belo Horizonte e, além de participar de uma cadeia comunitária de mídias (jornal impresso, site, agência de notícias, programas de rádio e de TV), abre espaço para artistas de periferia, associações comunitárias, projetos sociais e de direitos humanos.
Equipe Aléxia Melo, Ana Tereza Brandão, Beto Assenção, Giovania Monique, Clebin dos Santos, Marisa Revert, Michel Brasil, Eu Pena Forte
Segundas, às 17h30.
De Lá Prá Cá – 22h
Revolta dos Alfaiates

O programa desta segunda-feira fala sobre um dos momentos mais importantes da história do país: a Revolta dos Alfaiates. O processo dramático e violento que pôs fim a Revolta, também conhecida como Inconfidência Baiana, está completando 210 anos. A Conjuração Baiana foi o movimento separatista mais radical do Brasil Colônia. Além de alfaiates, participaram da revolução sapateiros, bordadores, ex-escravos, padres, médicos e advogados.
Com a mudança da capital brasileira de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, menos recursos foram destinados à cidade baiana. Além disso, o aumento dos impostos e as exigências das colônias contribuíram para piorar as condições de vida da população local. Insatisfeitos, em 1798, diversos setores de classes média e baixa decidiram se reunir e lutar pela instalação de um governo democrático e independente de Portugal.
No entanto, a violenta repressão metropolitana conseguiu desarticular o movimento, que nem chegou a se concretizar. Os membros da elite que estavam envolvidos foram condenados a penas mais leves ou tiveram suas acusações retiradas. Em contrapartida, os populares que encabeçaram o movimento conspiratório foram presos, torturados e, ainda outros, mortos e esquartejados.
Para comentar sobre este episódio histórico, participam do programa a historiadora Maria Helena Flexor, os historiadores Luiz Henrique Tavares e Joel Rufino, o jornalista e historiador Marco Morel, e para finalizar, o ritmo tipicamente baiano do grupo Olodum.
Apresentação Ancelmo Gois e Vera Barroso.
Produção executiva Tathiana Targine.
Roteiro Marcio Parente.
Direção Carolina Sá.
Direção geral José Araripe Jr.
Domingo, 18h.
Expedições -20h
Lagoa Rodrigo de Freitas

O programa Expedições investiga todas as faces de um dos espelhos d’água mais conhecidos do Brasil: a Lagoa Rodrigo de Freitas, cartão postal da Zona Sul do Rio de Janeiro. Uma laguna, ligada ao mar, que presta serviços ambientais valiosos aos moradores, alavanca negócios ligados ao turismo e constitui o ganha-pão de uma colônia de pescadores.
Ao cabo de um processo de dois séculos de urbanização maciça, a Lagoa chegou ao final do século XX com graves problemas de poluição, que resultavam frequentemente em mau cheiro e mortandade de peixes. Com a mobilização da população e do poder público, a Lagoa, aos poucos, recupera sua saúde.
Alvo de projetos de grande impacto, que prevêem a intensificação da ligação entre Lagoa e mar, a Lagoa Rodrigo de Freitas inspira cuidados. Expedições pesquisou os prós e contras desses projetos, e analisa ações simples e cotidianas, capazes de promover saúde e sustentabilidade a essa lagoa que é, a um só tempo, patrimônio cultural e ambiental do Rio de Janeiro.
Apresentação Paula Saldanha.
Produção RW Cine.
Apoio cultural Petrobras.
Sábados, 14h; domingos, 16h30.
Livre
A TV que Se Faz No Mundo – 20h30
A TV dos Indonésios

O documentário desta semana mostra a variedade encontrada na TV dos indonésios. Ao zapear a televisão da Indonésia durante o Ramadã, mês de oração dos muçulmanos, o telespectador pode encontrar o programa A procura da nova estrela, apresentado por Titian Dahi, no canal TPI. Trata-se de uma revista eletrônica que traz um panorama da sociedade local e busca desde o melhor cantor pop ao melhor pregador muçulmano. Os candidatos cantam os versículos do Corão diante de um júri e o vencedor ganha, entre outros prêmios, uma viagem para Meca.
Outras duas séries influenciadas pela religião que fazem sucesso no país são Rahsia Ilahi (A vingança de Deus) e Ramard Ilahi (Deus misericordioso). A primeira mostra o que pode acontecer aos maus muçulmanos e a segunda aborda os milagres que Deus proporciona aos muçulmanos piedosos.
No entanto, nem todas as produções são de cunho religioso. Existem também personagens extrovertidos como o transexual Dorce Gamalama. Considerado uma vedete nacional, é conhecida por seu talk show, exibido em um canal privado, onde ela canta vestida com figurinos extravagantes. E, importado diretamente do Japão, o jogo Uang Kaget atrai a atenção do público com um prêmio de mil dólares, o que representa mais de um ano de trabalho da maioria da população. No programa, os participantes têm que gastar essa quantia em meia hora diante do olhar dos telespectadores.
Documentário. De Vladimir Donn. 2005-2009. 26 min. Produção Point du Jour - Vladimir Donn & Luc Martin-Gousset. França.
Não recomendado para menores de 12 anos
Mundo BBC – 22h
Apocalipse da Antiguidade I

O programa desta semana exibe o primeiro de quatro capítulos com o tema Apocalipse da Antiguidade. A série investiga o desaparecimento de algumas civilizações e sua relação com desastres naturais utilizando técnicas de computação gráfica. Um dos documentários aborda a civilização Maia, população que habitava a América Central antes da chegada dos europeus, e conta com a participação do cientista americano Richardson Gill. Ele afirma que o fim dessa civilização foi causado por uma seca.
Outro capítulo irá mostrar como uma erupção vulcânica extinguiu os minóicos, na Ilha de Creta, por volta de 1600 a.C. E, ainda, a teoria de que um resfriamento pode ter acabado com o antigo império egípcio, 4.200 anos atrás, e de que um terremoto teria destruído Sodoma e Gomorra, acontecimento narrado na Bíblia.
3 a 1 - 23h
O 3 a 1 desta quarta-feira conversa com João Pedro Stédile, líder do MST

Em meio à discussão envolvendo a criação de uma CPI destinada a investigar o repasse de recursos públicos para entidades ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o programa 3 a 1 de quarta-feira (11), às 23h, vai entrevistar João Pedro Stédile. Na conversa, o coordenador do MST fala sobre invasões, violência no campo, os métodos de ação dos sem-terra, o confronto com o agronegócio, a CPI do MST e a sucessão presidencial.
Sobre a CPI proposta no Congresso pelo DEM, ele afirma que a iniciativa "é uma articulação da direita que quer palanque eleitoral para bater na reforma agrária e para bater na campanha do Lula". " A CPI é uma armação", ressalta Stédile. Em relação à sucessão presidencial de 2010, completa: "Não é porque o Lula pediu pra votar na Dilma que nós vamos votar. Não somos capacho de ninguém".
Nem a imprensa escapou das críticas do líder do MST. Segundo ele, a "imprensa burguesa usou as imagens da destruição de um laranjal no interior de São Paulo para "criar uma ojeriza na opinião pública como se laranjas fossem o fim do mundo". Ele disse ainda que a "burguesia brasileira é idiota" ao não apoiar a reforma agrária.
Gaúcho e filho de pequenos agricultores originários da Itália, Stédile é graduado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.
Participam da entrevista os jornalistas Ricardo Kotscho, da revista Brasileiros e Cátia Seabra, da Folha de São Paulo. A apresentação é de Luiz Carlos Azedo.
O programa "3 a 1" vai ao ar quarta-feira, dia 11, às 23h, na TV Brasil.
Papo de Mãe – 18h30

O programa Papo de Mãe de quinta-feira (12) vai discutir a Síndrome de Down. No estúdio, mães contam como é educar e conviver com crianças com a síndrome. O programa também irá mostrar algumas iniciativas, organizações e associações que auxiliam pais e famílias a lidar com portadores. Inserção no mercado de trabalho, sociabilidade e o aumento da expectativa de vida proporcionado pelos avanços da medicina são alguns dos temas discutidos com especialistas.
Apresentação, criação e roteiro Mariana Kotscho e Roberta Manreza
Direção Vando Mantovani
Reportagens Rosângela Santos, Davi de Almeida e Pedrinho Tonelada
Produção Rentalcam
Realização TV Brasil
Quintas, 18h30; Domingos, 13h30; Segundas, 12h30; e Terças, 18h30.
Cultura Ponto a Ponto – 20h
Cinema em palavras e orquestra sinfônica infanto juvenil são os temas do Cultura Ponto a Ponta desta quinta feira.
O programa Cultura Ponto a Ponto desta semana visita outros dois pontos de cultura espalhados pelo país. Desta vez, o programa mostra como deficientes visuais “assistem” a filmes através da palavra, em Campinas, e a orquestra de crianças, em Roraima, onde professores de hoje são os alunos do passado.
O Ponto de Cultura Cinema em Palavras, localizado na cidade de Campinas (SP), promove a inclusão dos deficientes visuais (cegos e de baixa visão) através de diversas oficinas ministradas por voluntários. O ponto estimula a independência dos seus usuários e promove sessões de cinema semanais acompanhadas por um profissional de audiodescrição, seguidas de debates sobre o filme. Por conta dessa atividade, muitos tiveram a oportunidade de ir, pela primeira vez, ao cinema. Além disso, os alunos querem passar de ouvintes de cinema a realizadores produzindo seus próprios filmes.
O ponto de Cultura da Orquestra infanto-juvenil de Boa Vista, em Roraima, funciona todos os dias da semana. As aulas de música e os encontros da Orquestra acontecem embaixo de um palco, na praça Ayrton Senna, a mais frequentada da cidade. As histórias contadas ali se confundem com as da orquestra, onde os que começaram alunos, hoje ensinam crianças, ajudando a formar novos músicos. Eles contam como a música transformou a vida de muitos que passaram por ali.
Direção e roteiro João Vargas
Direção de Produção Flávia Maggioli
Coordenação de Produção Meri Mercia
Parceria TV Brasil e Secretaria de Programas e Projetos Culturais do MinC.
Domingos, 14h30.
Livre
Caminhos da Reportagem - 22h
Alemanha, 20 anos depois da queda do Muro de Berlim
O programa Caminhos da Reportagem desta semana vai mostrar como está a Alemanha sem o Muro de Berlim. Em visita ao país, a equipe de reportagem registrou o processo de reunificação - ainda em curso - 20 anos depois da queda do muro. Separados desde agosto de 1961, os alemães derrubaram a barreira de 43 quilômetros de extensão que dividia o lado oriental e ocidental, em novembro de 1989.
O episódio mexeu com o mundo e particularmente com os alemães. Mesmo depois do fim do maior símbolo da divisão da Alemanha, muitos moradores do antigo lado oriental ainda se sentem cidadãos de segunda classe. As razões das dificuldades de entrosamento, o passado amargo que marcou o comportamento e a cultura da Alemanha, a superação dos problemas e a preparação para o futuro de uma das maiores economias do mundo estarão no programa. Vale lembrar que a população alemã tem uma forte consciência ambiental, tanto que o país tem planos de reduzir drasticamente o uso de energia nuclear nos próximos dez anos.
Quintas, às 22h, e Sábados, às 23h45.
DOCTV IV – 23h
Tribuna do Gueto

O documentário Tribuna do Gueto atua como uma verdadeira tribuna popular, permitindo que a própria periferia fale sobre si, imunes das análises por vezes preconceituosas e sensacionalistas.
Nessa perspectiva, o documentário permite que a periferia possa, além de opinar sobre as causas da violência, também demonstrar à sociedade que nessas regiões residem pessoas que são historicamente excluídas de quase tudo que se configura como essencial para o desenvolvimento humano.
De Antônio Carlos Pinheiros. 52 minutos. Co-produção: Antonio Carlos Pinheiros | Fábrica Comunicação | Empresa Brasil de Comunicação – TV Brasil
Não recomendado para menores de 14 anos
Programa Especial – 18h

O programa desta semana vai exibir um passeio pelos pontos turísticos do Rio de Janeiro em um jipe adaptado, uma reportagem no Engenhão e o cotidiano dos gêmeos Guilherme, portador da síndrome de Down, e Rafael.
O Programa Especial acompanha os cadeirantes José Luiz Pacheco e Fábio Fernandes em um passeio de jipe pela cidade do Rio de Janeiro no primeiro veículo adaptado da empresa Jeep Tour. A viagem passa por pontos turísticos da Zona Sul carioca, partindo da Praia do Arpoador até o Mirante do Leblon.
O programa também mostra uma reportagem de Fernanda Honorato no estádio de futebol João Havelange, o Engenhão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhada do norte-americano Ryan McHenry, Fernanda assiste a um jogo do Campeonato Brasileiro entre Botafogo e Náutico.
Ainda na edição, a equipe acompanha o dia-a-dia dos gêmeos Guilherme, portador da síndrome de Down, e Rafael. O Programa Especial mostra a creche Jabuti, onde os irmãos estudam, que oferece vagas para crianças regulares e também deficientes.
Apresentação Juliana Oliveira.
Reportagens Fernanda Honorato e José Luiz Pacheco.
Produção No Ar Comunicação.
Apoio cultural Petrobras.
Sexta, às 18h, e sábado, 13h.
Livre
Paratodos – 19h30
Paratodos vai ao Morro do Querosene (SP) e ao Ceará
O programa Paratodos visita o Morro do Querosene, bairro da zona oeste de São Paulo, um dos últimos da capital a ter luz elétrica. Foi ali também que o pintor D'Ollynda reuniu outros artistas e usaram ruas e muros como telas. No quadro Qual é a Dúvida, o DJ KL Jay, dos Racionais, conta como é vida dos profissionais que garantem o sucesso das noites mais concorridas de São Paulo. No Ceará, uma reportagem vai mostrar o som das Bandas Cabaçais, que mistura heranças indígenas e africanas. Em Gostinho Bom, o prato a ser desvendado é o feijão tropeiro.
Apresentação Letícia Ottomani e Big Richard
Editora-Chefe Márcia Dutra
Sábados, às 19h30, e Quintas, às 18h.

Revista do Cinema Brasileiro – 21h30

No programa desta semana, uma entrevista especial com o diretor e fotógrafo Walter Carvalho que fala sobre a sua trajetória no cinema brasileiro e sobre O Início, o Fim e o Meio, documentário que prepara sobre Raul Seixas.
O Revista também destaca o Cine Esquema Novo 2009, festival de cinema de Porto Alegre que, em sua sexta edição, é mais um espaço dedicado ao debate sobre as várias possibilidades da narrativa cinematográfica. O Festival exibiu 112 filmes em 76 sessões.
E finalizando, o cinema e a historia do país pelas lentes de Silvio Tendler. O documentarista, cujos filmes são reconhecidos como acervo de imagens fundamentais para entender o Brasil, foi homenageado na mostra Cine História, que acontece mensalmente no Memorial Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Entre os cinco documentários de Tendler, Doutor Getúlio – Últimos Momentos; Jango; Os Anos JK; Encontro com Milton Santos e Glauber – Labirinto do Brasil. O projeto acontece até dezembro.
Apresentação Júlia Lemmertz.
Produção Maltberg Cinema e Vídeo.
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