O MENINO MUITO MALUQUINHO:

O Menino com a Panela na Cabeça é uma adaptação televisiva de um livro feito por um escritor brasileiro chamado Ziraldo. O propósito do enredo é favorecer as várias habilidades das crianças incluindo a habilidade da linguagem. Usando performances espirituosas dos atores e um roteiro cômico, pretende atrair a atenção das crianças com grande intensidade para que elas possam aprender enquanto se divertem com a estória.
O Menino Muito Maluquinho de dez anos, cujo dever de casa é escrever uma autobiografia, descobre uma fotografia de si mesmo quando ele tinha cinco anos, usando uma panela em vez de um chapéu, durante o curso de uma investigação sobre seus primeiros anos de vida com sua família. Ele quer saber o que o fez agir assim, mas, para seu aborrecimento, cada membro da família conta para ele uma estória diferente. Completamente perdido, o menino conclui que é melhor fazer o dever de casa sozinho. Enquanto olha para seus velhos brinquedos e fotos, ele vê que sua imaginação se expande, e todo tipo de imagens e descrições brotam em sua mente. A estória completa surge em forma de desenho animado. O menino leva seu dever de casa para a escola e com inspiração renovada, imagina o que vai ser quando crescer. Respondendo à sua indagação, a professora pensa num novo título para o dever de casa: “A autobiografia do futuro”.

Comentário do Júri:

O Menino Muito Maluquinho é um maravilhoso, natural e inovador olhar sobre identidade, memória e autobiografia para uma jovem audiência. Excita a mesma a considerar pedaços de memória: Eles são falsos ou verdadeiros?  São subjetivos?  Porque pessoas se lembram do mesmo evento de diferentes maneiras? Tudo isso é contado através da experiência de uma criança e de um modo facilmente entendido por outras da mesma faixa de idade.
O programa é lindamente atuado, de uma forma bem natural e impregnado de fortes valores familiares. Trabalha em níveis múltiplos, contendo tanto um aprendizado direto quanto indireto para sua audiência. O uso de uma família amorosa e de múltiplas gerações, que nem sempre concordam entre si, é bem manipulado e usado para explicar perspectiva e opinião.
O uso inovador de um personagem principal mostrado nas idades de 5, 10 e 30 é facilmente entendido pela audiência – mostrando que identidade e senso de si mesmo ( auto-estima), as duas permanecem iguais e se desenvolvem enquanto você cresce – uma concepção difícil para explicar para a criança, mas, aqui, como foi explorado pelos olhos de um garoto de dez anos e suas experiências, é facilmente entendido. 

Comentário da Produção:

Rosa Maria Crescente, diretora geral de televisão da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto.

Receber o Ministro de Assuntos Internos e Comunicação do Prêmio Japão para o Menino Muito Maluquinho foi um privilégio para a TV Brasil, particularmente porque nós tivemos a chance de ver quão bem estruturado o processo de seleção se tornou. Os competidores da mesma categoria tiveram fortes mensagens em sua produção e o nível de compromisso com a educação fez crescer ainda mais nossa apreciação. O Prêmio do Japão foi um marco para essa série por causa de sua longa e duradoura tradição direcionada para o desenvolvimento dos indivíduos e seu foco na educação.
As notícias desse prêmio foram largamente reconhecidas por nossos pares e abriu portas para a entrada em outros festivais.
Na consideração a produção, O Menino Muito Maluquinho tem sensibilizado audiências no mundo todo, talvez em razão de sua natureza biográfica. Da biografia de um pequeno menino com uma vida muito excitante, que, mais tarde, se torna um menino mais velho, que continua incrivelmente imaginativo. Com criatividade, ele expressa seus cuidados por sua família até a vida adulta. É muito gratificante confirmar que a série foi bem aceita por outras culturas. Essa foi a grande preocupação durante sua produção.

Foi um prazer assistir ao sucesso do O Menino Muito maluquinho de uma maneira tão significativa em todo o mundo.